“Volta.Olha-me mais uma vez, dá-me só mais um abraço, beija-me por um segundo que seja. Sorri-me em toda a nossa cumplicidade, mostra-me de novo esse paraíso no teu olhar. Enfeitiça-me ainda com esse perfume só teu, queima-me com os arrepios do teu toque. Faz-me rir, faz-me chorar, faz-me querer partir e não ir. Agarra-me, só para me largares no instante seguinte. Ri-te, chora - mas ri-te e chora comigo. Traz-me de novo sonhos pintados no céu, dá-me só mais uma vez a lua daquela noite, regressa para um único amanhecer apenas.
Odeia-me, ama-me; permite-me amar-te, odiar-te, sentir todo um turbilhão demente de emoções. Ignora-me, ouve-me, desaparece e chama-me. Traz-me essa tua voz tímida só mais uma vez. Esquece-me, não me ames... mas volta. Volta.” Diário da nossa paixão
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14/set/2008
«Ficamos sentados em silêncio a observar o mundo à nossa volta. Levou-nos uma vida a aprender isto. Parece que os velhos são capazes de ficar sentados um ao lado do outro sem dizerem nada. E, ainda assim, satisfeitos. Os jovens, activos e impacientes, têm sempre de quebrar o silêncio. É um desperdício, porque o silêncio é puro. O silêncio é sagrado. Une as pessoas porque só os que se dão bem uns com os outros se podem sentar juntos sem falar. É este o grande paradoxo.» Diário da Nossa Paixão
'Eu amo muita gente que não me merece. E aprendi que essas pessoas não nos merecem, por mais importantes que nos sejam, por mais essenciais que nos sejam. Tornamo-nos viciados nessas pessoas, e só acabamos por nos desiludir. Essas pessoas só nos fazem sofrer e embora não consigamos e nos custe, não podemos viver com elas, nem podemos viver sem elas. Temos de aprender a ser indiferentes, porque senão nunca vamos ser verdadeiramente felizes...'